A Dealcore, assessoria de estruturação comercial para clínicas médicas, foi uma das empresas convidadas para o Sempre On, evento realizado na tarde de 30 de setembro, a partir das 13h, no escritório da Meta na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 3732, no Itaim Bibi, em São Paulo. O sócio Bruno Burian representou a companhia na jornada de conteúdos batizada de “Sempre On. Mesmo quando a Black Friday ainda não chegou”, voltada a inteligência artificial e tendências para a temporada de compras de fim de ano.
O encontro reuniu gerentes de produto da Meta, especialistas em IA para negócios e executivos de growth de grandes operações brasileiras. Ao longo da tarde, foram apresentados dados de performance de anúncios, diretrizes de qualidade de dados, a fórmula que define o custo dos leilões de mídia e cases de inteligência artificial aplicada ao WhatsApp Business.
A Dealcore também participou do workshop “Promova Conversas que Convertem”, uma imersão prática sobre o uso da API do WhatsApp Business e das mensagens pagas para engajar, atender e converter com proximidade e escala, do primeiro contato ao fechamento. O dia se encerrou com um tour guiado privado pela estrutura da Meta, com acesso a áreas reservadas a convidados do programa.
O que a Dealcore trouxe do evento tem aplicação direta na operação das clínicas parceiras no segundo semestre, quando a disputa por atenção e verba de mídia se intensifica. A seguir, os principais pontos apresentados.

Estudo aponta custo 17,8% menor para quem usa API de Conversão
A abertura técnica ficou com Savio Vale, gerente de Marketing de Produto LATAM na Meta, na palestra “Acelerando a performance dos seus anúncios com IA, sinais e qualidade de dados”. A tese central: na temporada de compras, não basta alcançar quem a marca já conhece ou quem já demonstrou interesse em algum momento. O que separa quem cresce de quem paga caro por clique é a qualidade do sinal enviado à plataforma.
O número que sustenta a tese vem de um estudo com mais de 6.000 anunciantes que usam a API de Conversão. Entre eles, o custo por resultado é 17,8% menor. Em um trimestre de Black Friday, quando cada real de mídia disputa leilão com milhares de concorrentes, essa diferença define quem tem margem para competir.
Savio Vale detalhou quatro pilares de boas práticas para acelerar a performance dos anúncios. O primeiro é ampliar a cobertura de eventos, capturando os principais pontos de contato da jornada do cliente. O segundo é aumentar a efetividade dos eventos, com alta qualidade de correspondência nos parâmetros prioritários. O terceiro é deduplicar os eventos, com chaves de desduplicação eficazes em cada um. O quarto é manter os dados atualizados, enviando os eventos o mais próximo possível do tempo real.
O alerta que fechou o bloco foi direto: volume de sinal sem qualidade de deduplicação não funciona. Os quatro pilares precisam andar juntos, e a maioria das operações que se dizem configuradas falha em pelo menos um deles.
Meta libera quatro prompts de auditoria para anunciantes
Quando o assunto é anunciar nas tecnologias da Meta, profissionais de marketing buscam recomendações personalizadas e resolução rápida para problemas do dia a dia da conta. A resposta da empresa foi mostrar que as soluções de IA da Meta e as ferramentas externas, como Claude, GPT e Perplexity, agora são complementares.
Duas novidades sustentam essa integração. O Assistente de Negócios da Meta AI é um chat que ajuda a melhorar o desempenho das campanhas e resolver problemas da conta, tornando a gestão mais rápida e intuitiva. Os conectores de IA de anúncios da Meta, habilitados pelo Model Context Protocol (MCP), completam o conjunto.
O material mais acionável do evento, porém, foram os chamados golden prompts: quatro comandos prontos para auditar a própria operação com qualquer ferramenta de IA. A Dealcore transcreveu na íntegra.
O primeiro, sobre cobertura de eventos, pede: “Audite a cobertura dos eventos do meu funil nos últimos 28 dias. Mostre: evento, origem (navegador, servidor ou ambos), volume e alinhamento ao objetivo das campanhas. Separe fatos, inferências e o que não consegue observar.”
O segundo, sobre eficácia, pede: “Audite a qualidade de correspondência por evento. Separe parâmetros recebidos, ausentes e rejeitados ou mal formatados. Priorize as correções por impacto; se não puder quantificar, diga isso claramente.”
O terceiro, sobre deduplicação, pede: “Compare as compras do meu sistema com as reportadas pela Meta nos últimos 7 dias. Verifique duplicação, chaves ausentes e janela de atribuição. Diga o que é verificável e priorize a primeira ação.”
O quarto, sobre atualização dos dados, pede: “Avalie o frescor dos eventos nos últimos 28 dias: atraso típico, envio em lote, quedas ou interrupções e percentual fora da janela de atribuição. Dê o dado ou marque como não mensurável; priorize o maior problema.”
São quatro prompts, quatro auditorias. Para qualquer empresa que anuncia na Meta e ainda não rodou esse diagnóstico, é o ponto de partida mais barato disponível.
“Existe um custo escondido por você achar que já fez o suficiente”
O segundo bloco reuniu um painel com Thais Martan, fundadora do GPT Business e especialista em IA para negócios, Savio Vale, da Meta, Laís Rezende, gerente de Conta na Meta, e Renato Roschel, diretor de Growth na Creamy. O tema foi a API de Conversão na prática.
A mensagem estrutural: quando a empresa combina o Pixel com a API de Conversão, otimiza os resultados da campanha. E a ferramenta não serve apenas para conversão no site. Ela funciona no aplicativo e em outros canais. O primeiro passo recomendado é simples e raramente executado: entrar no Gerenciador de Eventos e revisar todos os eventos para entender a qualidade do sinal.
A frase que resumiu o painel: existe um custo escondido por você achar que já fez o suficiente. A maioria das contas opera com a sensação de tarefa cumprida e sinal degradado, e só descobre o problema quando o custo por resultado sobe na véspera da Black Friday.
Sobre os erros mais comuns da temporada, o painel dividiu a resposta em dois momentos. Antes da Black Friday, o foco é sinal e criativo, a fase de arrumar a casa. Durante a Black Friday, a orientação é confiar nos sinais enviados e evitar otimizar a campanha duas ou três vezes no dia. A recomendação é esperar pelo menos 24 horas antes de qualquer ajuste.
Renato Roschel trouxe o conselho mais prático do painel: fazer auditoria e verificar se os sinais do que acontece no site condizem com o que a Meta recebe. Sem chave única de deduplicação, o sistema pode registrar duas compras que são uma só. O ROAS parece bom e a empresa joga dinheiro fora sem saber. Cada passo da jornada, completou, precisa estar mapeado e sinalizado.
Sobre automação, a mensagem foi clara. Em vez de quebrar campanhas em dezenas de grupos manualmente, a proposta da IA da Meta é fazer esses cálculos por você. O Advantage+ encontra os melhores públicos, mas só funciona se a qualidade do sinal estiver no lugar certo. Automação sem sinal é piloto automático sem combustível.
O painel ainda respondeu perguntas do público. Sobre eventos do navegador que a interface não reporta, a orientação foi tratar como problema de diagnóstico: parte dos dados não é armazenada por mais de 28 dias, e a aba de diagnóstico deve concentrar as informações de consulta. Sobre o cliente que clica no perfil e vai para o link da bio em vez do site, a resposta tranquilizou: o clique é registrado pelo pixel e atribuído no Gerenciador de Anúncios. A perda de UTM aparece na ferramenta de atribuição externa, e o que vale como verdade operacional é o que o Gerenciador mostra, porque só lá se vê quem viu e clicou.
A fórmula que define quanto custa cada anúncio
No terceiro bloco, “Mesmo quando você está dormindo e a IA está otimizando”, Thais Martan e Savio Vale destrincharam a equação que define o custo de cada impressão. O valor total que um anúncio entrega para um usuário é composto por três elementos multiplicados:
Valor total=Lance do anunciante×Taxas de ac¸a˜o estimadas×Valor do usuaˊrio
O lance é o que a empresa controla diretamente. As taxas de ação estimadas medem a probabilidade de uma impressão mostrada àquela pessoa levar ao resultado desejado, e é aqui que a qualidade e a cobertura de sinais influenciam diretamente. O valor do usuário mede o quão interessante aquele anúncio parece para a pessoa, ou seja, se é um anúncio de alta qualidade.
A leitura prática para quem prepara a Black Friday: quem melhora o sinal melhora as taxas de ação estimadas e paga menos pelo mesmo resultado sem reduzir o lance. É a tradução matemática do estudo dos 6.000 anunciantes apresentado na abertura. As ferramentas para executar são o Assistente da Meta AI para Negócios e o Gerenciador de Eventos, aplicando os quatro pilares: cobertura, qualidade, deduplicação e atualização dos dados.

WhatsApp: quando uma mensagem vale mais que mil cliques
O quarto bloco, “Mesmo quando uma mensagem vale mais que mil cliques”, foi dedicado ao Meta Business Agent no WhatsApp Business. O painel reuniu Cassiane Vilvert, gerente de Marketing de Produto da Meta, Filipe Borelli, sócio e engenheiro principal na EZSoft, e Antonio Neto, sócio e diretor comercial na TXC.
A arquitetura apresentada: o Meta Business Agent Platform traz um conjunto de APIs para integrar nos sistemas da empresa e trabalha com quatro camadas. Conhecimento, a base de informação que a empresa alimenta. Habilidades, o que o agente pode ou não fazer. Ferramentas, as integrações com os sistemas internos. E inteligência, a camada de IA que a Meta insere por cima de tudo.
O case prático veio da TXC, marca de moda agro. Perguntado sobre o que levou a empresa a procurar um agente de IA para o WhatsApp, Antonio Neto apontou a mudança na jornada do cliente e destacou um fator pouco comentado: segurança. Ter um contato validado dentro da Meta gerou confiança para os clientes da marca.
Filipe Borelli detalhou a implementação. O desafio, contou, era entender o perfil do cliente e construir a jornada até o checkout. O cliente comum se depara com um anúncio, entra no comércio eletrônico, enfrenta a morosidade de procurar o produto e às vezes desiste antes de finalizar. No WhatsApp, ele ganha tempo.
O exemplo mais ilustrativo: o cliente manda uma foto de um produto, o agente entende a imagem, procura no sistema e apresenta o produto com tamanho e medidas, consultando o estoque. Basta colocar o site como base de conhecimento para o agente já operar com essas informações.
Há ainda a camada comercial. Quando o cliente está no site, a loja nem sempre oferece o mix ideal. O cliente leva uma calça e ninguém oferece um cinto. A IA da Meta consegue fazer essas ofertas de produtos em conjunto dentro da conversa. O resultado agregado, segundo o painel, é a redução drástica do tempo de resposta, com volume de mensagens unido a atendimento personalizado.
O que isso significa para as clínicas
O workshop “Promova Conversas que Convertem” fechou o ciclo técnico do dia, percorrendo a API do WhatsApp Business e as mensagens pagas do primeiro contato ao fechamento. Para o funil comercial de uma clínica, o paralelo é direto: o WhatsApp é onde a conversa vira consulta, e as regras apresentadas no evento, classificação correta de templates, fluxos que coletam mais informação em menos mensagens e qualidade de conta como ativo, são exatamente as que separam um canal estruturado de um canal improvisado.
A participação da Dealcore no Sempre On não é um selo decorativo. É acesso antecipado às diretrizes que vão definir custo e eficiência na temporada mais competitiva do ano, aplicadas ao contexto de clínicas médicas: sinal de qualidade na captação, criativo preparado antes do pico, paciência de otimização durante o pico e conversa com método no WhatsApp.
Enquanto a maioria do mercado descobre essas regras na fatura, as clínicas parceiras recebem a orientação de quem viu o conteúdo de dentro. A lógica segue a mesma do diagnóstico de maturidade comercial: antes da receita, o diagnóstico. E, na temporada de fim de ano, antes do disparo, o sinal.